Portfólio Design de Comunicação studium

O portfólio de design de comunicação reúne uma série de casos de estudo, elaborados a partir da vasta experiência do studium nas estratégias de comunicação, bem como a implementação de ferramentas digitais e print.

Partindo de uma visão analítica e crítica, o portfólio demonstra os processos de investigação criativa, materializada de forma cooperativa e colaborativa.

KORO Contest 2023

What will you see when the ground slides away from your feet? What do you feel when you’re flooded by an inescapable sense of loss? What must you learn when everything you took for granted and, without any explanation vanishes? How do you engage in a mechanism of healing from trauma and irrationality? How do we consider what we learn from the loss of a life? How do we honour sacrifice without wanting more martyrs? Which legacy do you leave to the world of the living? Which roof do you shelter under when you think of the absence of a more inclusive and tolerant world? What is the role of national trauma? How can we explore trauma within the nature of loss? In what way can space force us to eliminate grief altogether, and perhaps craft an apology? As an emotional answer, these questions aim to touch the further limits of human absurdity in the mouths of millions of norwegians. But how can something such as an experience, or a place or even a memory abstract the paradigm of mourning into a pedagogy of collective healing?

The 22 July memorial is an opportunity for people, culture and history to come together and celebrate respect. Accompanied by a sense of belonging, mourning can finally surpass its limits, and the possibility of detraumatising a future becomes possible. To be free from fear is to face one trauma. The memorial needs to be a space of meditation and care for oneself and, as such, for the collective. Looking back into events must be seen as an act of courage, while looking forward must be considered as a crucial movement into love and resistance. An endless cycle of redemption and contamination sequences, piecing memory in a forever movement, a human movement. Trauma can rehabilitate our belief in humanity and become a tool for movement, strength and recognition. To think of a proposal that comes from a vision of death and monumentality is in itself a new trauma when both bad and good events can build a landscape of collective care. Let us start from a position of integration (not only of all the summoned agents of this human act, but also by giving the memorial an elegant sense of life and comfort for the living), through acts of humanity, through new stories of silence, meditation, as occasions of nostalgia, even laughter and conversation. This memorial is life itself, full of contradictory stages, full of comfort and discomfort, designed to be experienced with and without loss.

Architectural proposal.

Sentimental concepts define the emotional space and conduct infinite volumetric experiences in each opportunity of redemption and contamination. A narrative made of the good and the bad, the end and the start, from Movement (and stillness), Light (and shadow), Water (and soil), Time (and timelessness), Amplitude (and narrowness). A story told by a space about facts, effects and consequences. The memorial must be experienced both from the inside out and also from the underground up as an immersive space, one that is in touch with people and all their senses. Touch: the space as a moving pavement, to experience a slight sense of disquiet, providing a gentle but significant meaning to the experience of restlessness. Vision: natural and artificial light as the elemental focus, as an immaterial ceiling, a border for the 77 names to exist as volumetric rays of calmness and contemplation. Hearing: the sound of nothingness, severed only by the sound of water from the Tyrifjord, from where bodies of memory will embrace the memorial.

Tools to answer the critical questions, invoking a sentimental strategy, processing trauma and loss, descending into emotional and sensory communication with unexpected realms of life. A penetrating design, a series of details and a narrative that will stand as the most beautiful asset in the undeniable destruction and damage. Respect for trauma, together with the need to process life upwards, is the motto while affecting the senses of each individual, inciting for their own way of mourning and perhaps, celebration.

Architectural proposal.

Architectural proposal.

Architectural proposal.

Architectural proposal.

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BODØ Contest 2023

Encouraged by the 2024 European Capital of Culture initiative, Bodø presents, through its public activities, goals of renewal and progress
in a clear transition to a new social, cultural and environmental era.
The relationship between the natural environment of the city and its inhabitants is the starting point for the proposal.

Through different sensory layers, which immerse the observer in a new territory, a betrayal of the individual’s position with the local identity is presented. As an emotional rebirth, the intervention project proposes the use of sculpture as a tool to connect with Bodø’s past, present and future.

Ego-ex-centric, the modern ideology of constant progress human-centred justification of the work. A piece as a complex and timeless ode that defines the relationship between the human condition and its unexpected social reclassification, contradiction, antagonism and beauty. The sublime capital of progress and renewal.

The proposal sets out a narrative of change that opens doors to the
infinite layers of an untold story. The sculpture serves as an immersive, multidimensional platform for a meditative, vulnerable experience in which the deeply rooted relationship with the landscape is recognisable.

The artwork focuses on creating an intimate moment with the user,

who becomes an integral part of the sculpture through his own reflections and multiplications. This reality constantly raises doubts about the limits  of the artwork, the natural space, the intervention, the reflection and even the absence of that same reflection. The effect is a provocation on how to (re)understand the multiple layers of which we are made as flesh.

This is an alternative dialectic that creates an emotional and expansionist experience between the sky and the earth, enhanced by the materials used: a reflective pavement, diametrically opposed to a sphere, also mirrored, which creates the discomfort of the infinite geometry of the
body in space. An elegant polished metal structure accompanied by the
3 elementary figures (square, circle and triangle) completes the sculpture. The tension between a natural existence and a human/artificial state is the sensory result given to the project.

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Novo ano letivo : nova linguagem gráfica

O projeto propõe a linguagem gráfica do evento “Lançamento do Ano Letivo de Macedo de Cavaleiros” em setembro de 2019. Tal como noutros projetos para esta Câmara Municipal, a proposta centra-se no “ecossistema conceptual” que tem vindo a ser promovido junto do cliente, assente no desenvolvimento, crescimento, perspetiva de evolução e futuro.

A proposta gráfica foca-se na geração mais nova, o futuro do município. O conceito “à frente” é explorado e foca-se exatamente nesse público-alvo.

A palavra profundidade é chave neste raciocínio, uma vez que é utilizada nos seus 02 sentidos : a profundidade gráfica, de caráter visual e sensorial, e o sentido metafórico, referente ao acumular de conhecimento e às projeções de futuro para os mais novos do município.

 

Simulação dos materiais de comunicação no espaço do evento

 

A linguagem carateriza-se pelo acumulativo de elementos que, sobrepostos sugerem profundidade, distância e criam vários níveis de informação. As formas aparecem sobrepostas em diferentes dinâmicas e funcionam como cartões de informação, ajustáveis às necessidades de conteúdo e evidenciadas com diferentes distâncias de sombra.

A linguagem remete para a identidade gráfica de Macedo de Cavaleiros através da referência à verticalidade e ao alongamento das formas, bastante presente no seu logótipo.

 

Toolkit

O toolkit ( conjunto de ferramentas resultantes das bases conceptuais do projeto ) assenta em 03 pontos principais : tipografia, cor e figuração.

A nível tipográfico foi escolhida a Montserrat, uma Google Font ( utilização gratuita ) pela sua configuração ideal para utilização em meio digital. Além disso, o seu desenho é evocativo da identidade gráfica da CMMC — Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros.

Foram escolhidas 04 cores com diferentes propósitos : 01 cor de fundo, 02 cores intermédias e 01 cor de destaque, sendo que entre as cores intermédias e a cor de destaque se mantém uma relação próxima, podendo haver interseções entre os respetivos papéis e funções na linguagem gráfica.

A figuração gráfica é a componente mais vincada e a que comporta de forma mais visível a dimensão conceptual do projeto. Além de ser a representação da profundidade, é a metáfora visual para a construção de um futuro e acumulação de conhecimento. A figuração assenta em elementos verticais organizados segundo diferentes níveis de profundidade.

Além dos cartões de informação, outro ponto importante a frisar é a iconografia, elemento de comunicação presente noutro projeto desenvolvido para o mesmo cliente ( Plataforma I.D.A. ). A iconografia ajuda à categorização de temáticas e à referenciação do universo escolar através de elementos como fitilhos ou marcadores de livros. Também há a inclusão de fotografia conferindo uma dimensão ilustrativa à linguagem gráfica.

 

Representação gráfica do toolkit

 

Foi desenhada uma apresentação digital como principal suporte de comunicação a partir da qual foram propostos vários suportes de comunicação para a divulgação do evento. Estes diferentes suportes contemplam um poster e mupi, convite digital, folha de sala e roll-up.
02 suportes notáveis em seguida:

 

Cartaz

O cartaz é a peça base para o desenvolvimento de qualquer linguagem gráfica no studium daí ser impossível não deixar uma nota sobre este assunto. Este suporte, mais do que comunicar o evento, encapsula os princípios desenvolvidos conceptualmente e aplica-os através das ferramentas do toolkit. Assim, é possível ver os conceitos de profundidade, hierarquia, cor e figuração acima mencionada.

 

Poster

 

Roll-Ups

Os roll-ups propostos exploram o potencial da linguagem gráfica através da adaptação aos diferentes temas apresentados no evento. É dado um passo em frente e é adota uma postura camaleónica ( como acontece com  identidade #05 . polímata do studium ). Os novos caminhos da linguagem gráfica são um dos objetivos a atingir pelo método de trabalho studium : a criação sistemas, de linguagens que se desdobram além de si mesmas e que possam inundar um projeto.

 

Roll-Ups

 

O projeto pontua-se não só pelo fundamento conceptual mas também pela sua versatilidade e capacidade de adaptação. Representa não só um investimento na pluralidade de suportes através dos quais uma linguagem pode ser utilizada mas também o ponto de encontro entre as capacidades de resposta digital, print e acima de tudo : sólida.

 
João Desidério . designer gráfico

studium @ Galeria dos Recusados

O ponto de partida deste projeto é a investigação de mestrado de uma aluna da ESAD.CR que nos convidou a participar no seu projeto expositivo que se inspira no “Salon des Refusés”, exposição realizada em Paris em 1863 e cujo objetivo passou por apresentar obras recusadas pelo júri da Academia Real Francesa de Belas Artes.

 

A aluna Laura Ferreira propõe criar paralelismo com a prática de design na atualidade, “expondo uma seleção de trabalhos de vários ateliers, que nunca chegaram a ser implementados e que mereciam a devida atenção pela sua qualidade.”

Apresentamos projetos de grande relevância intelectual e estética do estúdio desenvolvidos entre 2018-19 e que consolidam as estratégias de comunicação propostas desde a linguagem, posicionamento e reconhecimento : 

 

Teatro do Bairro Alto

O poster 01 apresenta as ideias de perspetiva e inclinação através das diferentes inclinações e amplitudes do logótipo do TBA, um logótipo dinâmico adequável às diferentes amplitudes de voz, discurso e espetáculos apresentados no Teatro do Bairro Alto. “Ábaco” é a palavra-chave para o poster 02 é e parte da ideia de uma marca que se abre ao discurso. Como referido no vídeo promocional “Mas não fica no Bairro Alto”, “o lugar de onde se fala faz parte da obra” e este poster transmite essa ideia não só através da composição mas também na adaptabilidade da identidade gráfica ao discurso e ao conteúdo.

Terras de Trás-os-Montes

O poster 01 materializa a identidade das Terras de Trás-os-Montes através da interação do seu logótipo e assinatura com elementos gráficos, representando as ideias de profundidade, paisagem e regionalização.  poster 02 assume-se como  moodboard representativo da linguagem gráfica desta identidade. As noções de profundidade, paisagem e regionalização anteriormente referidas são aqui interpretadas e trabalhadas graficamente através do uso de diferentes recursos como o desfoque, a sombra projetada, e a inclusão de imagem.

Famalicão

No poster 01 é utilizada a semântica e a divisão silábica como mote conceptual, a mesma estratégia utilizada na identidade gráfica. O logótipo é construído progressivamente ao longo do cartaz, através das suas sílabas e dos seus sinais gráficos característicos, até chegar à versão “tudo Famalicão”, que encapsula a inclusividade deste logótipo e a sua abertura a diferentes nomenclaturas. A base conceptual do poster 02 é um dos moodboards que simultaneamente servem de mote à criação da identidade e condensam a ideia de fonética inerente à sua construção.

 

João Desidério . designer gráfico