Fluxo-Tempo I

O que é o tempo que não um eterno fluxo de energia incomensurável, despertado somente pela consciência da sua existência?

Que tempo é este que celebra e se acobarda do fim? Da morte?

Esse é o tempo imperativo, reinado de um fluxo incomparável e intrinsecamente infringindo. Tempo. Que palavra tão vaga, que descrição tão preciosa. Tempo. Esse pode chegar quando nada alcança para lá da eterna razão do vazio, quando não contempla nada que a sua meta marcação espacial. Mas esse não é o tempo que procuro, aquele que quero rodeia-se de ondas, de flutuações, ele encontra a voz e o desenho, encontra o hábito e a ausência de habitação. É o tempo rebelde ainda marcado pelo TIC TAC de cada batida ao segundo.

A identidade fluxo-tempo é a sexta, ela navega no imperativo do incomodo, ela deixa de ser local e tal como o tempo respira universal. Ela come-se e desfaz-se, ela integra-se e destrói, sem medo de perder porque o que há a perder nesse tempo jamais pode voltar atrás. É estranho precisar o ato da identidade, na verdade ele existe em mais de 3602 dias, 10 anos, 20 anos. Ele está connosco, entre nós como diria a religião, acima de nós, envolto em nós e ele sim é o espírito indomável capaz de nos vergar.

Tempo.

O teu fluxo forte agora por entre mãos e a tua materialização será decerto um loop, uma repetição, um desfazamento, uma desfeita, um percurso, uma lomba, uma voz, um algoritmo, uma história, uma antologia futura.

Bem vindo ao fluxo-tempo.

Catarina Rodrigues, diretora criativa studium

Fluxo-Tempo II

O tempo é o principio e o fim de tudo, de tudo mesmo, mesmo daquilo que não consideramos no tempo, ou no espaço. Mas tudo é dele e dele só é possível a tentativa de fuga, nada mais.

Essa medida imensurável não é possível abraçar, ela é perfeita em si mesma. Consigo traz a certeza de que o tempo é vitória, e que ninguém lhe consegue ultrapassar. 

Movimento eterno | obra : Sem nome de Carlota Guerrero

Olha como é lenta esta eterna razão que temos, e que nos arrasa no desconcerto de não sabermos quanto do tempo é nosso. Esta identidade é isso mesmo, é talvez a perda da mão ou a sua presença refletida, noutras vistas. A sexta chega incorporada no tempo, porque ela própria é coincidente com os vinte anos que chegam ao studium. Cada empurrão é sentido numa afetação clínica, mais ou menos intencional mas sempre de uma intensidade feroz e irrequieta.

Calma.

Nunca, jamais a calma se traduzirá na forma como conduzo a fórmula da identidade, e esta é simples porque começa na palavra TEMPO,
na ação AFETAÇÃO PELO FLUXO,
na tipografia INDEFINIDA, DISTORCIDA,
na captação por RECORTE, FOTOCÓPIA, FOTOGRAFIA, VÍDEO, ANIMAÇÃO,
na media IMPRESSA, DIGITAL, METAFÍSICO.

Fórmula | projeto : Identidade #01 2013 de studium . creative studio

Catarina Rodrigues, diretora criativa studium

Em Movimento

Como fluxo que é, o tempo ininterrupto faz-se representar por diferentes formas e movimentos. Como explosões contínuas, como elásticos inquebráveis, como elementos tridimensionais que exploram os vários eixos e latitudes. O tempo, esse magnífico símbolo da nossa vida, da carreira, das escolhas, do percurso.

Testes identidade #06 studium | Fluxo-Tempo

Catarina Rodrigues, directora criativa studium

Time

Time is the continued sequence of existence and events that occurs in an apparently irreversible succession from the past, through the present, into the future. It is a component quantity of various measurements used to sequence events, to compare the duration of events or the intervals between them, and to quantify rates of change of quantities in material reality or in the conscious experience. Time is often referred to as a fourth dimension, along with three spatial dimensions.

Time has long been an important subject of study in religion, philosophy, and science, but defining it in a manner applicable to all fields without circularity has consistently eluded scholars. Nevertheless, diverse fields such as business, industry, sports, the sciences, and the performing arts all incorporate some notion of time into their respective measuring systems.

Time in physics is operationally defined as “what a clock reads”.

The physical nature of time is addressed by general relativity with respect to events in space-time. Examples of events are the collision of two particles, the explosion of a supernova, or the arrival of a rocket ship. Every event can be assigned four numbers representing its time and position (the event’s coordinates). However, the numerical values are different for different observers. In general relativity, the question of what time it is now only has meaning relative to a particular observer. Distance and time are intimately related and the time required for light to travel a specific distance is the same for all observers, as first publicly demonstrated by Michelson and Morley. General relativity does not address the nature of time for extremely small intervals where quantum mechanics holds. At this time, there is no generally accepted theory of quantum general relativity.

(…)

in : Wikipedia

Catarina Rodrigues, diretora criativa studium

Distortion in time

To explore the images of ourselves is to be able to understand how time affects us. It is the story of imperfection, intention and surpassing all things considered colossal. As time goes through us, it explodes inside us, around us, and still gives us a flux, a mesh of sensations and perceptions.

Catarina Rodrigues

Eduardo Rodrigues

Catarina Rodrigues, diretora criativa studium