o autor e “o que sou para vocês”

“O enlight desta sexta-feira é meu, marquei-o com o objetivo de nos reunirmos só para trocar algumas ideias com vocês, passar-vos alguns conceitos e esclarecimentos sobre aquilo que eu quero que vocês me dêem de volta.

 

Vocês repararam que eu estive ausente algum tempo, esse tempo usei-o de muitas formas e para suprir também algumas necessidades que eu tinha de saber usar melhor esse tempo e quando eu falo nisso, falo sempre em enquadrar-me nesta equipa onde nós trabalhamos e nos vemos todos os dias para desenvolver alguma coisa nova. E fez-me pensar exactamente que se eu não souber explicar corretamente o que é que eu sou, talvez seja difícil também para cada um explicar-se corretamente o que será perante mim. Então a melhor forma de nos posicionarmos uns com os outros é tomar iniciativa e explicar o que é que eu sou e por isso é que o título do enlight começa com “o que é que eu sou para vocês?”.

 

Então, eu dividi este enlight em cinco partes, vou surfar as cinco partes de forma contínua, não há nenhuma separação por capítulos, porque o que eu quero falar é desde o autor até às boas práticas, obviamente cruzando todos os mares que estão pelo meio sem nenhuma noção de sentido ou orientação.

 

Enquanto autor, o que é que eu sou para vocês?

 

Eu sou uma única palavra, eu sou um único fator, sou um único objetivo, eu sou um único ponto. Eu sou uma inspiração. Não há qualquer outra forma que eu tenha de me descrever perante vocês, perante aquilo que eu quero ser, que também é importante, perante aquilo que eu sinto ser o maior bem distribuído por todos que não essa inspiração. Por vários fatores : pela liberdade que tenho, pela maturidade que tenho, pela experiência que tenho, pela capacidade que tenho e por todas as competências que adquiri ao longo dos últimos anos da minha vida profissional. E é isso que eu sou para vocês.

 

Essa inspiração não é uma inspiração de nirvana, de consciência ou de enlightment. É uma inspiração diária — e eu vou surfar esses mares até chegar às boas práticas — é uma inspiração que permite que exista, sim, uma direção criativa, perfeitamente alinhada e em discurso direto com o autor de uma forma completamente unidirecional em que, na relação que eu e a Catarina criamos sobre o nosso desenvolvimento de trabalho, a vocês não vos compete sequer tentar perceber ou participar, nessa fase primária que tem a ver com aquilo que eu e a Catarina precisamos de pensar 20 anos à frente, 10 anos à frente, 02 dias à frente, o que quer que seja, tanto quanto pensar nos últimos 02 anos, 05 anos, 07 anos. E esta relação que vai a caminho dos 08 é incomparável, é insubstituível e é inqualificável em qualquer termo comparativo. Esta relação que eu tenho contigo, na perspetiva do autor e da direção criativa é a manifestação dessa inspiração.

 

É a partir daí que é descodificado tudo e que a Catarina, por mérito próprio, atinge o patamar de poder distribuir toda essa estratégia inspiracional, operacional, tendenciosa, aplicável a tudo. E não é a vocês, porque vocês não são autómatos, não são máquinas que se programam. É aos projetos, tanto quanto é ao expediente, tanto quanto é à exigência da vossa autonomia e vontade de participar. E é aqui que passamos para outro degrau que é : se na direção criativa esta relação é clara, a vossa relação também é clara, porque a minha relação com vocês também é clara. Mais claro do que isto eu não consigo ser. A partir daí tudo o resto que está criado neste ecossistema, seja no processo de decisão, seja no ecossistema de criação estão intrinsecamente ligados com esta primeira relação, estão intrinsecamente ligados com esta desmultiplicação para todas as equipas que estão a desenvolver projeto tanto quanto a estratégia que está a decorrer com a direção criativa. E esse ecossistema é sempre um processo de decisão.

Esse ecossistema de criação tem método e tem processo, tem rotina, tem supervisão, acompanhamento até — reparem no investimento que foi dado pelo estúdio ao x, ao perfil do Project Manager para que tudo isto possa ser mais claro ainda, o mais direto, o mais simples, o mais objetivo para que todos os dias possamos ter a correta noção do que é que se espera de nós. E o que se espera de nós é : foco, 100% foco, tanto quanto se espera descanso, 100% de descanso. E para isso existem sistemas, metodologias, processos, rotinas, sempre sempre à procura daquilo que é difícil encontrar lá fora e que os clientes nos pedem para fazer por eles. Tomar decisões, e o processo de decisão que existe entre mim e a Catarina de uma forma que não me interessa explicar, não é mística, não é segredo, mas é minha e da Catarina. Uma relação direta entre o autor e a direção criativa. Mas o processo de decisão que vai para o projeto ou que vai para a presentation ou para a publication está sempre única e exclusivamente com a Catarina.

 

E essa decisão final, a Catarina decide onde recolher a decisão individual que parte de vocês. O processo de decisão é claro. Ele é partilhado entre a direção criativa e cada membro individual da equipa. E a partir daí, quando ela está pronta para que eu possa continuar a servir de inspiração, ela é-me feita chegar e eu não me limito a dizer se gosto ou não gosto. Vocês já me conhecem, não é assim que eu trabalho. Quando me é dado um dado novo, eu processo-o em x parâmetros diferentes. Eu quero trabalhar ainda mais com vocês para garantirmos ainda melhor esse canal de comunicação à direção criativa. Perceberam isto? Isto para mim é muito importante. Que o processo da decisão seja o mais claro e direto possível a quem tem a responsabilidade de o aplicar, implementar, operacionalizar e até atualizar, acompanhar, supervisionar, às vezes suspender, saber quando voltar a ativar, perceber onde é que estão as análises de forte, fraco, ameaça, oportunidade, esses pontos que fazemos constantemente sobre uma decisão que tomamos, até na perspetiva de, eu vou à empresa x — só para parafrasear o sucesso de ontem — com duas decisões para tomar e meio investimento — como é que eu vou fazer isto acontecer? — quem toma essa decisão é a direção criativa, não são vocês. Mas a direção criativa sem vocês não existe. Vocês sem a direção criativa sentem-se perdidos e existem de uma forma individual e se não olharmos para desta forma colaborativa e desta água comum, não existe a palavra do ponto 04 que é muito importante, que é o ecossistema.

 

Não existindo o ecossistema, não há sistema. Não havendo ecologia nesse sistema, não há vida no sistema e se o sistema passa a ser inerte, morre. Não é nada disso. E é esta vida que às vezes nós temos vontade em criar estanqueidade para nós podermos ou tomar vigor nas nossas decisões ou então obter reconhecimento nas nossas decisões ou por qualquer razão pessoal, impôr a nossa decisão não pode ser feito de uma forma irresponsável, tem que ser feito nesta ecologia desta vida comum que temos aqui e que cria este ecossistema de criação. E por isso é que no final temos boas práticas. Há quem lhes chame regras, podeis chamar. Há quem lhes chame obrigações, podeis chamar. Há quem lhes chame tarefas, podeis chamar. Chamem-lhe o que vocês quiserem, no final chama-se sucesso. É esse sucesso que advém do profissionalismo, do rigor, da disciplina. Dessa entrega, dessa dedicação suprema a esse ecossistema de criação que está dentro do processo de decisão que tem como responsável a direção criativa e da qual a inspiração do autor faz parte integrante nós temos uma coisa chamada studium. E é esse o conjunto que me apetecia partilhar com vocês.

 

Sérgio Miguel Magalhães . autor studium

dores de crescimentos

Manifestamos desde cedo a nossa opinião, a nossa posição e alguns — a nossa ambição. Crescemos e aprendemos, pelo que vemos, pelo que nos mostram e pelo que nos ensinam. Formatados, formatamos o mundo numa perspetiva (ainda) curta do que queremos ser, como queremos ser. Academizados, na maior parte do tempo, entramos na idade adulta com a jovialidade de ver no exemplo por cópia, o exemplo do que queremos ser. Depois disso, dá-se um ocasional estado.

O cérebro, apto a tal, coordena-se numa dança peculiar, abraça e repudia vontades, desperta para o estado verdadeiro, aquele que traz dores de crescimento; aquele que se instala poucas vezes, porque conheço poucos que se dedicam a ouvir a sua própria voz, a sua consciência. Passei e passo por esse estado, vivo com a certeza que a maior parte do que sei, do que quero saber, do que me interessa é acima de tudo, aquilo que me permite olhar para mim e para os outros com a vontade da vitória; de ser algo para lá de um nome; uma posição.

Esse ciclo dói. E cura. Volta a doer e nesse balanço entre dar e receber (diga-se a mais justa e bela forma de ver a vida, obrigada Variações), encontro o estilo de vida que alinha o trabalho com as ambições, com a dedicação dos outros e para os outros, com a criação de estados sempre melhores, sempre maiores. São dores de crescimento para quem sente a sua realidade desligada do academismo que justifica tudo, excepto aquilo que não nos dá, nem nos ensina ou dispõe.

O meu contexto profissional é também o motivo para poder falar e escrever de uma forma concreta sobre o que observo num mundo cada vez mais dedicado à resposta imediata, ao resultado instantâneo. Isso é errado, para mim pelo menos, para mim é melhor a perceção do que fui capaz, do que sou capaz e do que tenho e devo passar aos que me rodeiam. Tenho 29 anos, gosto de ver, de observar, de entender. De tudo o que faço tive a experiência de passar por diferentes processos, abordagens, responsabilidades e sensibilidade. Gosto de me entruzar com questões simples que mostram que nada, nada na vida, nada, em nenhuma profissão faz sentido se a luz consciente que define o facto de querermos ser mais (uma existência consciente, um marco, um dado concreto), não nos atingir o coração, a consciência e uma mão cheia de força só para que todos os dias haja mais uma boa dor, porque cresci.

Catarina Rodrigues, diretora de arte do studium

Um artigo sobre a vida, a visão, a profissão e o crescimento

evolução como teste do nosso estado

Pelo formato, não pelo suporte.

Podemos evoluir a nossa institucionalidade de ser, de existir em diferentes contextos, conceitos e vontades. Pelo formato, não pelo suporte.
Como nos apresentamos e como expomos o nosso valor ao próximo, identifica desde logo o nosso comprimento de onda; a forma como fazemos que todos olhem para nós. E cada vez mais queremos ser vistos como se estivéssemos ao espelho. Há a redundância entre ser e mostrar como se é; esse tipo e forma de abordagem perde sentido, quando (e ainda que meticulosa e selecionadamente) o que mais queremos é que nos entendam sem filtro, sem medo, sem pudor, sem ambição que não a de expor, promover, mostrar.

Em 2018 o estado do estúdio evoluiu, a assunção externa desta matéria da qual somos feitos, mostra a preemência em querermos ser, não mais, mas mais reconhecidos. Este paradigma implica um ajuste efetivo entre o nosso manifesto e a nossa voz visível. 
Somos gente de motivação estrutural, sabemos desenhar, temos voz e por vezes falamos baixinho para nos ouvirem bem, também sabemos escrever e acima de tudo sabemos criticar; com intenção e convicção da melhor estratégia, a melhor estrutura.

E isso pode ser aplicado aos clientes sem que seja aplicado a nós mesmos?

E isso pode ser uma solução para os outros sem ser nossa, em primeira instância?

Não e não. Sim e sim, para nós primeiro, para nós como exemplo da motivação, do melhor para dar o melhor também.

Este raciocínio traduz-se nas nossas ferramentas, esse momento de auto análise e auto crítica, o que serve apenas para chegarmos à lógica tarefa de manipular o melhor que temos, oferecendo esse melhor a nós mesmos.
Somos exímios nas nossas apresentações – na forma como captamos quem nos ouve, lê ou visita – somos muito eficazes na linguística que usamos, em especial a do discurso e da linguagem visual.
Somos potenciadores de atitude e de fibra, somos em si o músculo mais forte de todos, um cérebro ativo, meticuloso, ágil, cheio de vontade, regrado, universalmente reconhecido como atípico e estranho.

Essa força que encontramos tão facilmente nas ferramentas que usamos para comunicar, limitava-se ainda ao espectro digital, à visualização sem toque, completada pelo discurso de quem sabe falar de si.

Agora mudamos o paradigma da apresentação, é importante investir num contacto cada vez mais personalizado, um contacto otimizado. Este ponto de partida serviu-nos para, usar o que fazemos bem e explorar a sua materialidade; olhar para as nossas apresentações, manuais de normas, publicações entre outras e exponenciar o seu valor real. 

Usamos a racionalidade e competência do conteúdo e apenas o exploramos em diferentes formatos:

  1. Ao universo digital HD (1920px x 1080px), acrescentamos o formato print booklet A5, uma evolução que nos apresenta diferente
  2. COMO
    1. materializando em booklet o formato original, um format híbrido e escalável
    2. criando regra de obrigatoriedade técnica
      1. formar cadernos (01 passo)
      2. print (01 passo)
      3. dobrar folhas (01 passo)
      4. agrafar em dois pontos os cadernos (01 passo)
    3. atualizando, adaptando a nossas ferramentas à nova necessidade
      1. nova impressora duplex sem margem com impressão a jato de tinta

“a ironia da simplicidade é o mais interessante deste raciocínio. continuando…”

  1. DESTAQUE
    1. para o aumento substâncial da importância da peça, que agora passa a ser impressa, acrescentamos um encarte central, autónomo (pelo conteúdo e aspeto visual): apresentação do estúdio, a par de uma linguagem de provocação e empatia, impressa a preto em papel colorido, simples, sólido, capaz de ser capa (se for revertido), ou um motivo de destaque (se lido na sua originalidade)
  2. RESULTADO
    1. evoluir não significa complicar, não significa dificultar ou criar incessantemente soluções; olhem para o que têm, olhem verdadeiramente e usem a racionalidade, a inteligência, perspicácia

simplesmente contemplem o que somos capazes de fazer. o que podem ser capazes de fazer.

 

 

Encontre todas as publicações da Catarina em #Catarina Rodrigues

#depth #design and the #interpolation of the old #bidimensional #designer

Design as a mean to effectively communicate, should be a linear process of cumulative conceptual integration.

From the initial ideas to the deepest formal expressions in more or less fashionable graphical elements and certainly, given the author, design should evolve the existing procedural elements and trends while still following the basic principles of generic graphic communication, in order to be effective. A cumulative linear process starting with the briefing, ranging from the decisive idea, initial trial and structure, advancing vigorously to the proven concept and technical rational development, thus providing the means to materialise the desired execution.

This approach, my approach towards the profession, makes me think if we are indeed near a re evolution and critic by innovating the way we arrive at a final solution or simply delaying the advances in traditional print and digital media in order to become obsolete later in time. This also troubles me because the constraints of the designer are not formal or conceptual, they are technical! Designers don’t accept being technicians of broad communication by formation.

They reject it only to become failed artists of shape and color. We all know that a common designer lives in a chaotic search for answers, in the troubled deadlines, irreal clients and briefing requirements. A true problem solver, but with deadlines in mind. He needs help. So when will come the messias? The rational, calm, prolific and integrationist methodist adventist designer that will provide a new age in design.

 

This features are not in the designers DNA and above all they are not taught as a prerequisite in his formation. Sure there some who follow some rules, regulations, procedures and methodical approaches, but they are rarer than Krypton, and only follow their own rules. They are bonded to the flat thinking critic that structures their minds since the early formatting of the first work experiences. Designers are flat and should watch the way media is constructively evolving.

So, why graphical media is trying to leave it’s bidimensional structure for such a long time and never assumes a direct composite approach of full subject immersion in the process? And I’m not trying to confuse digital 3D immersion media with some graphical elements that are already in use. Because i am saying loud and clear to designers to get to know better your geometry bases and use perspective in the way it represents accurately some given formal concept or principle such as: depth.

This is the distance from the top or surface of something to its bottom.

The distance from the nearest to the farthest point of something or from the front to the back. It’s used to specify the distance below the top or surface of something to which someone or something percolates or at which something happens. Is the apparent existence of three dimensions in a picture, photograph, or other two-dimensional representation; perspective.

Providing:

  • complexity and profundity of thought. synonyms: profundity, deepness, wisdom, understanding, intelligence, sagacity, discernment, penetration, insight, astuteness, acumen, shrewdness;
  • complexity, intricacy;
  • extensive and detailed study or knowledge.
  • intensity of emotion, usually considered as a laudable quality.
  • intensity of color.
  • a point far below the surface.

Design needs to leave the comfort zone defined by flat bidimensional thinking. Designers need to embrace the world as we sense it. Complete and utterly material. Interpolating the codes needed to decypher communication in a real and evolved reality, approaching, at the verge of the re evolution.

creative direction #03 PROCESS

The approach is …

Can the act of creation be a group of systematic contexts united in some given (conceptual and technical) basic principles that provide a logical answer to a problem? YES. This question raises the doubt about the difference between an idea and a concept, method, process and what is a PROJECT (in the creative field).

My definitions are the following:

  • idea . mental concept or representation of an abstract reality.
  • concept . experienced reality provided by existing content (inherent or achieved by research and formation) defining a concrete conceptual or technical reality.
  • method . group of techniques used to acquire knowledge (from the act of correction or achievement) by innovation.
  • process . systematization of basic given principles of a concept in a group of decisions, selected as ideals for a formulated problem.
  • project . materialization of a new innovative reality by the group of human resources in a defined and finite stages of development.

The idea can only be materialized in a concept if you follow a method of systematizing contexts in a defined process towards a final decision that leads to a finite number of results, summed in a project.

Be a Part of Something

I´m deeply interested in the process of a project as a continuous loop of forward/backward thinking, decisions and solutions for several intermediate problems. The systematization of that process determines the success and strength of the end solution. The one that most of the times is neglected to the end result, and should always be linked to the whole content, and not to the isolated end part (usually the materialization of the idea).

These parts of a given process can be identified in two different areas:

  1. the people (human resources needed to develop the specific action identified as a perquisite by the project) as the true value of the development.
  2. the stages (the forward loops, as the systematic contexts needed to formulate a decision towards the end of the continuous process) as the network and connections between the people, the problem and the solution.

In everyday work, and just like in a R&D project, the commissioned work for a client has to follow the same principles, stages and resource allocation needed to develop the process, and systematically create a profusion of micro decisions/solutions that provide a final answer to the problem. Undoubtedly, this creed for creatives is an obligation. If you follow this path you will be a valued worker, a truly dependable partner in development of a concept. You will fill in the method definition markers with no problem. You will be PART of something, as a resource.

What about ideas, concepts, processes and projects. Can you be the whole? NO.

I AM THE WHOLE. Take me as an example and follow what i say and write. Follow the written rules scrupulously and maybe you will advance to the next stage. The one where i follow the rules you write. The one where i follow YOU.

Be the action.

Some creatives act as they don’t follow a line of thinking, as if they are inspired by divine enlightenment. What they hide is a native ability to process information, micro decisions and loop thinking inside them. They are native process makers.

Others, seem to be astonished with that abilities and envy that same ability to provide end results. They can achieve similar results if they propose to follow the method inherent to the process chosen for a defined concept that native processors follow naturally. But…

Is this the answer to balance things between creatives? NO.

There’s a difference between talent and hard work. We can follow every defined rule by the book, be systematic about every idea, concept and context, apply all we have learned throughout the years, read every book in every library around the world and never achieve what a native processor, with proved inner talent, achieves. These are the ones, who with their natural ability to systematize contexts, can take them to the stage of innovation and critical content creation. So…

Can you produce talent? NO. Can you be a part of talent? YES.

Give all you have to the method and try to reach to the part of process creation. Then you will be able to, maybe, turn an idea in a concept and follow trough the innovation. Keep doing, keep trying, keep overshooting, keep failing but keep being active. Be the ACTiON. Always a better choice than being reaction.

But you can’t, can you?

The ones who want to follow the critical path of pushing all the professional boundaries we know of, give me a call and i will be here for you. The others i have to thank for being a crucial part of the method.

 

Sérgio Magalhães

Creative Director

creative direction #02 TIME

It’s time to talk about time.

It’s time to earn time some time. From our work to give back to our life. From our life to give back to our work. It’s time to cut all the excess fat we gained over the years by procrastinating our professional future with disappointment and lighten up our mind with the perspective of dedication and the notion of a career. This is what i want from all of us.

The secrete of simplicity is living with the essential.

I use that expression very often but lately i asked myself to many times what does that mean. Do we want to live simple or plain, and I identify in these words different concepts. They have adjacent an idea – opposite to the common knowledge – the one that defines life as a complex motion of events and people interlaced one another in a spiral of time and infinite variants – that life is complex. They are only (and meaningfully) representing the way we position ourselves towards the complexity of things. Things are complex but we can simply embrace them and do our best to overcome and succeed. Or be reluctant about leaving plain attitudes and procrastination behind – i believe this is true for the majority of cases of people who keeps life plainly in sight.

These perspectives gives us different amounts of time.

If we try out simplicity, we will be forced to cut away everything to become more thin, agile and most of all become better in what we do. For that purposes we will have to initially invest a great amount of time, cutting, trimming, perfecting ourselves, our specialties and goals to become a strong candidate to success. After that process we will gain tons of time to spare, making us the way we intend to be. For sure, we will be recognized for that enhancements. With that method behind, liberating time, we will create a figure of a strong independent, organized and trustworthy individual. People will rely on us and we will deliver, personally and professionally because we will have time to others, because we have time for ourselves.

In plain mode, we can fully cope with things. We are able to deal with daily focus, goals, needs and ensure an agenda for our lives. We can plainly deliver and we are able to find free time to ourselves with the justification of constant execution. That’s with no assumed compromise to constant innovation and pushing boundaries forward. It’s a fantastic way to keep a good, healthy and stress free life. The way we deal with ambition is a big part of that position because it’s simply absent of the equation. By no means i am criticizing negatively this way to see life or work, i am merely saying its a way to see it.
It’s time to be the chosen one.

I want professional humans who see life simply. I want inspired people who know that time is precious and needs honest investment in order to free themselves of the complex constraints of life and work. People who are ambitious and keep pushing boundaries. That keep throwing time in the air knowing they will catch up later. A better, successful and recognizable latter with the notion of a better, successful and recognizable human. I want to take time to do things technically and perfectly, critically and with innovative, unique creative content. With time to spare.

If we define a line, even if marked with a pencil and not a pen, we can follow that direction scrupulously and congratulate ourselves with success. We just need to trace the line. Simply trace the line.

Let’s win something. Let’s win time.

Sérgio Magalhães
Creative Director

insight

. the ability to acknowledge complexity and subtlety with clarity.

There’s a time when everything is questionable, criticisable, open to discussion and construction. Regularly taking your clothes and making a speech in a public stand makes you stronger and eager to do it more often.

*

. capacidade de perceber claramente complexidades e subtilezas.

Há um tempo em que tudo é questionável, criticável, aberto à discussão e à construção.  Tirar regularmente a roupa e fazer um discurso em público faz-te mais forte e ansioso para fazer isso mais vezes.

© Bgfons.com

insight > introspecção, discernimento, conhecimento, compreensão, perspicácia

acumen > perspicácia, sagacidade, argúcia, acume

perspicacity > perspicácia, lucidez, agudeza, agudeza de espírito

astuteness > astúcia, argúcia, perspicácia

wit > inteligência, humor, perspicácia, juízo, talento, chiste

acuteness > agudeza, perspicácia, intensidade, sutileza, sensibilidade

acuity > acuidade, agudeza, perspicácia, argúcia, sutileza

sagacity > sagacidade, perspicácia, argúcia, inteligência discernment > discernimento, perspicácia

vision > visão, vista, imaginação, perspicácia, percepção visual, penetração

aptitude > aptidão, capacidade, destreza, perspicácia, tendência, alcance

quickness > rapidez, velocidade, vivacidade, perspicácia, atividade

clairvoyance > clarividência, perspicácia, discernimento

creative direction #01 ME

What i WANT and what i DO defines who i AM.

Do you know who you are?

Witch kind of professional profile do you think better fits your description? Do you even have an answer for these questions? If you don’t, you better find them and this is an ultimatum, a final call to your professional counciouness. The ones that surround you have to know who you are. YOU, have to know who you are without a shadow of a doubt and most of all I HAVE TO KNOW who you are! A search is needed. A profound and truly enlightened search about your role in my professional life. And it’s better to be a defying one. For you and for me. We need a role in life. Ours is a big one, just because creatives were born to turn this world in a better place and that exactly and critically is what WE WILL DO.

Have you chosen the menu?

I chose to be the kind of person that orders different in a restaurant and is dazzled by the way the chef answers that call. I chose to start my meal with dedication and inspiration, followed by a soup of technical priorities. For first dish i like to choose a mix of freshness of the sea served with contemplation of critical content. After and for a worthy pause i ask for an amuse bouche. It brings the zing to the meal, the smile in your face and the need to keep the food coming to the table. The main dish is objectively the dedication and support to the idea, that transforms it into a concept. It’s a strong, full and tasteful flavor that endures in your mouth and in your mind. The wine is not forgotten. It is meticulously chosen to be the only choice. Finally the desert is only served when you see the end of the project and it keeps being sweet after all this years. A menu i chose is a menu i know and control. But sometimes i ask for surprises from the chef. What do you choose?

Don’t let life choose WHO you are.

I chose to be unique. I chose to be followed and not a follower and that is what moves me everyday. Choose your role carefully but make a choice, always. No matter what, stick to that and give the others the full notion of WHO you are. Choose wisely and choose, but choose. Don’t wait, choose now. In the early days of my professional adulthood i had to face life and in front of me i had a choice about the future. It was a life defying and cruel choice to make. I had to choose the steepest part of the mountain to climb. I chose the longest route to a stress free life. I chose the risky and rocky road. I chose the biggest pay slot machine of them all, the one with the jackpot lights turned on.

Be a PART of something. Be valuable but don’t be irreplaceable.

Make the others think they can’t have you for a long time because they simple cannot keep up with your talent. Be the best. Don’t be plain.

Be a Critic and Construct Creative Content.

Sérgio Magalhães
Creative Director

© cover Vitruvian Man

project

. materialization of a new innovative reality by the creative group in defined and finite stages of development.

The speed to accomplish a result is determined only by the control obtained from the path of innovation and discovery set in advance. The security of a life line given by a pragmatic, professional and applied approach towards every type of project gives creators an instant freedom to pursue higher goals and dimensions of quality. This is how a team is built: with deep, strong foundations of performance enabled by rules of freedom. Then you fly.

*

. materialização de uma nova realidade inovadora pelo grupo criativo em estágios de desenvolvimento definidos e finitos.

A velocidade de alcance de um resultado é determinado anteriormente, apenas pelo controle obtido a partir do caminho de inovação e descoberta. A segurança de uma linha de vida, dado por uma abordagem pragmática, profissional para cada tipo de projeto, dá aos criadores uma liberdade imediata para perseguir objetivos e dimensões da qualidade mais elevadas. Assim se constroi uma equipa : com alicerces profundos, fortes fundamentos da performance, possíveis somente pelas regras da liberdade. Depois voas.

 

© Dan Mckay

project > projeto, plano, desígnio

design > projeto, desenho, desígnio, modelo, plano, esquema

plan > plano, planta, projeto, esquema, traçado, desenho

draft > projeto, rascunho, esboço, minuta, desenho, anteprojeto

scheme > esquema, programa, plano, projeto, método, forma

proposition > proposição, proposta, afirmação, oferta, questão, projeto

contemplation > contemplação, meditação, projeto, intenção, pensamento, expectativa

forecast > previsão, prognóstico, profecia, projeto