ARQUITECTURA

OA-SRS . Ampliação Sede

Proposta studium ao concurso para a ampliação da sede da Ordem dos Arquitectos - Secção Regional Sul.

No encontro entre a Lisboa contemporânea e a história da arquitetura neoclássica em Portugal existe uma confluência de estado de espírito, perceção e influência semiótica em perpétua relação.
Esta é uma noção mais ou menos explícita, mais ou menos marcada pela leitura individual de quem a vê, de quem a projeta e até de quem a utiliza. Uma apropriação destes espaços em plena função e que no contexto desta participação, merece ser legitimada publicamente, sem repúdio da sua origem e competência institucional.

OA-SRS . Ampliação Sede

Numa relação de proximidade estilística entre o arquiteto e o espaço público, encontramos vários exemplos de governança de elementos clássicos ( alguns deles também eles neo ) que reconhecemos na atual Ordem dos Arquitectos. O estudo destes exemplos de contexto local, permitiu uma análise dos signos, da estética e do resultado conjunto proposto a concurso.

A arquitetura que proponho não se ensina ou se aprende. Pratica-se num local e neste tempo que nem só de história vive, mas que se apresenta com uma lucidez que só os outros notáveis reconheceram como pontos de inflexão, reflexão e clara progressão. O contexto espacial é garantidamente funcional, um serviço único enquanto que o contexto de uso do espaço se torna figurativamente cosmológico e dimensional. Afirmo por isso uma linguagem e designação não binária, isto é, uma abordagem que não precisa ter nome ou contexto histórico, seja ele clássico ou contemporâneo, concreto ou abstrato. É assim, desta forma que defino as relações interior-exterior-interdimensional como uma dança e onde a prática funcional entre todos é diferente, pura e complementar.
A essência do programa proposto assenta na necessidade de gerar, desde o conjunto um novo espaço integrado num ambiente visual reconhecido, onde a descoberta se transforma em ação. Como um pólo magnético, o agora designado de Edifício Geral ( EG ) torna-se num ser único, onde a convivência entre múltiplas unidades programáticas e as suas circulações geram um ​loop contínuo de entradas, espaços públicos, lugares, permanências, observatórios ( sejam eles formação, cultura ou lazer ).
A personalidade re-equilibrada do edifício, enquanto marca da sua ativação patrimonial e potencial pedagógico, assume o ponto central da estratégia da intervenção. A marca não se dilui, ganha um fôlego inesperado, curado pela publicação e promoção da imagem institucional que incontornavelmente se deve manter.

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