O coletivo, o indivíduo, o futuro.
São as perguntas, mais do que respostas que formulam um conjunto de possibilidades, passíveis de serem praticadas, e que influenciam diretamente a forma como o conceito de “habitar” é definido.
Desde logo, o arquiteto, enquanto agente mediador, detentor de conhecimento sobre as políticas e práticas da disciplina do presente, e a forma como se posiciona perante a necessidade de pensar o futuro; futuro esse que não é necessariamente ser uma oposição ao presente, e antes, um prolongamento capaz de se adaptar e flexibilizar o imponderado, o provável ou até a expectativa.
Desde logo surge a necessidade de identificar estas 03 figuras, tangibilizando o seu valor e relevância na interação com os projetos a desenvolver:
1. o coletivo
como representação da condição de viver em sociedade, na qual hábitos, tendências e comportamentos tendem a estabelecer-se, seja pela capacidade de aceitar ou não integração nesse conjunto. O coletivo, enquanto conceito, entra em contradição com a forma individualista como grande parte da sociedade se posiciona (o meu carro, a minha casa, o meu telefone, o meu espaço, a minha personalidade). É no entanto por outro lado, uma clara oportunidade de reforçar e reinventar os conceitos de partilha, empatia, apoio e interação.
2. o indivíduo
como representação de cada um de nós, independentemente do seu agregado familiar, contexto social ou até cultural em que se insere. O indivíduo serve de medida unitária de muitas abordagens, seja porque apresenta necessidades pessoais cada vez mais exigente, seja pela procura de uma qualidade de vida personalizada.
3. o futuro
como representação de um tempo imaterial, insuspeito, indecifrável, e que coincide com uma expectativa de longo prazo. Não interessa olhar para o futuro com uma data em vista, interessa olhar para o futuro enquanto fator diferenciador nas abordagens a tomar, e na capacidade de antecipar as necessidades de um conjunto de pessoas.