A participação studium no Concéntrico 08 é uma dupla intervenção na Quinta do Seixo e na Viña Lanciano. É criada uma viagem entre dois lugares e dois tempos através de um percurso monumental que evoca o classicismo.
Uma reflexão sobre a contemporaneidade, ancorada na percepção dos pecados e virtudes clássicos. Uma representação simbólica dos princípios morais através do material e da matéria como substâncias de crítica. Vinho e consumismo como condições e desvios. Um dispositivo de viagem que permite uma conexão entre o presente e o passado. A narrativa metafórica sobre como nos tempos clássicos o vinho era a forma de escapar à realidade e navegar na loucura, e como o culto popular do consumismo proporciona o mesmo estado de embriaguez à humanidade.
The Moral of Virtues and Sins is a project by studium . creative studio, the result of a selection and ambition of a multidisciplinary and complementary team, dedicated to the development of architecture, communication design and product design projects. Focused on the process and its irrefutability, studium is guided by its mojo, an assertive blend of rigorous vision, passion and oddity, a mojo that defines the way we design a career in the studio. Architects and designers aligned by a methodology and disciplined practice, known as Methodological System, in an environment characterized by a constant critic of the models of developing project.
studium is related with two other complementary entities, intrinsically linked to the interpolated vision of the creative practice:
AMMP – brand and management agency
and
PTMade – production house
These two arms are specialized development paths, related to the critique of each project and the content creation ecosystem. This way, we provide a complete approach to the communication and creative production systems. This is an ecosystem that unifies strategy, criticism and results.
Proposta studium ao concurso para a ampliação da sede da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul.
No encontro entre a Lisboa contemporânea e a história da arquitetura neoclássica em Portugal existe uma confluência de estado de espírito, perceção e influência semiótica em perpétua relação.
Esta é uma noção mais ou menos explícita, mais ou menos marcada pela leitura individual de quem a vê, de quem a projeta e até de quem a utiliza. Uma apropriação destes espaços em plena função e que no contexto desta participação, merece ser legitimada publicamente, sem repúdio da sua origem e competência institucional.
Numa relação de proximidade estilística entre o arquiteto e o espaço público, encontramos vários exemplos de governança de elementos clássicos ( alguns deles também eles neo ) que reconhecemos na atual Ordem dos Arquitectos. O estudo destes exemplos de contexto local, permitiu uma análise dos signos, da estética e do resultado conjunto proposto a concurso.
A arquitetura que proponho não se ensina ou se aprende. Pratica-se num local e neste tempo que nem só de história vive, mas que se apresenta com uma lucidez que só os outros notáveis reconheceram como pontos de inflexão, reflexão e clara progressão. O contexto espacial é garantidamente funcional, um serviço único enquanto que o contexto de uso do espaço se torna figurativamente cosmológico e dimensional. Afirmo por isso uma linguagem e designação não binária, isto é, uma abordagem que não precisa ter nome ou contexto histórico, seja ele clássico ou contemporâneo, concreto ou abstrato. É assim, desta forma que defino as relações interior-exterior-interdimensional como uma dança e onde a prática funcional entre todos é diferente, pura e complementar.
A essência do programa proposto assenta na necessidade de gerar, desde o conjunto um novo espaço integrado num ambiente visual reconhecido, onde a descoberta se transforma em ação. Como um pólo magnético, o agora designado de Edifício Geral ( EG ) torna-se num ser único, onde a convivência entre múltiplas unidades programáticas e as suas circulações geram um loop contínuo de entradas, espaços públicos, lugares, permanências, observatórios ( sejam eles formação, cultura ou lazer ).
A personalidade re-equilibrada do edifício, enquanto marca da sua ativação patrimonial e potencial pedagógico, assume o ponto central da estratégia da intervenção. A marca não se dilui, ganha um fôlego inesperado, curado pela publicação e promoção da imagem institucional que incontornavelmente se deve manter.